domingo, 4 de abril de 2010

Individuo e sociedade. Que tal discutir essa relação?

karl Marx, os indivíduos e as classes sociais. Emile Durkhein, as instituições e o indivíduo. Max Weber, o indivíduo e a ação social. Norbert Elias e Pierre Bourdieu: a sociedade dos indivíduos.

O processo de socialização

O que nos é comum. As diferenças no processo de socialização. Tudo começa na família.
O processo de socialização
• Sociedade e individuo se relacionam e influenciam;
• Socialização: processo pelo qual os indivíduos formam a sociedade e são formados por ela; Ex.: nossa rede de relacionamentos.
• Ao ser inserido na sociedade, o individuo vai sendo construído dentro de diferentes grupos e instituições percebendo diferentes experiências.

O que nos é comum
• Nós chegamos num mundo “estranho” que vamos reconhecendo pelo nosso corpo (sensações) – somos um ser genérico;
• Desenvolvemos habilidades de perceber o mundo fora de nós: coisas, pessoas, parentes, amigos, famílias diferentes; o que pode e não pode fazer (normas e costumes); a existência de dias e momentos; outros lugares: trabalho, igreja, escola, etc. Pobres e ricos, Cidades grandes e pequenas; cidade e rural; bairro, cidade, Estado, país, planeta. Universo; (conhecer o mundo ao seu redor para ir se socializando)

As diferenças no processo de socialização
• Olhar as diferenças
• Cada época histórica tem seus veículos de socialização: MCS / rural e urbano / telefone / relacionamentos / etc.
• Por que grandes transformações? - Avanços na tecnologia / produção industrial / consumo e crescimento da população / alterações econômicas trouxeram desigualdade social / fome e guerra /

Tudo começa na família
• Socialização formal: escola, igrejas / socialização informal: família e vizinhança / amigos e MCS;
• Família: o inicio de tudo. Relações / compreensão / refugio / conflitos / regras de convivência / diferença e diversidade.
• Espaços públicos: cotidiano fora da família onde aprendemos o “fora de casa”
• Agentes de socialização: MCS / cinema / jornais / revistas / internet / telefone / etc.

O indivíduo, sua história e a sociedade

Nossas escolhas, seus limites e repercussões. Das questões individuais às questões sociais.
Cap. 1 - O individuo, sua história e a sociedade (resumo)
• A noção de individuo ganha força na época moderna;
• A força da pessoa estava no seu grupo (família, Estado, clã. Etc.) e não no individuo;
• Sec. XVI (reforma protestante) o ser humano individual, tem “poder”; é criada a imagem e semelhança de Deus e não precisa intermediário;
• Capitalismo e liberalismo: a felicidade humana é o centro das atenções. Importa o fato de a pessoa ser proprietária de bens, de dinheiro: uma visão capitalista.
• Socialização: tornar-se parte da sociedade. Família / escola / meios de comunicação / bairro / igreja / clube. Nossas relações cotidianas;

Nossas escolhas, seus limites e repercussões
• Nascemos dentro de regras estabelecidas pela sociedade;
• Pertencemos a um grupo, pois vivemos juntos em determinadas situações;
• Individual: o que é de cada um / comum: compartilhado por todos. (não estão separados. As diversas circunstâncias criam os indivíduos)
• Biografia e vida privada: a vida de um individuo está condicionada por decisões e escolhas fora de seu alcance. Ex. leis (outros fazem, com que intenções?); voto (outros escolhem candidatos para mi ou para o partido?)
• As decisões individuais existem e alguns se destacam, mas todos dependem dos outros.
• “A sociedade não é um baile a fantasia, onde mudamos a todo o momento máscaras e roupas”. Estamos presos a relações.

Das questões individuais às questões sociais
• Questões sociais: aquelas que vão além de nosso dia-a-dia como indivíduo, independem de nossa vida privada e está ligada a estrutura de uma sociedade. Ex. desemprego.
• Desemprego: em parte social (estrutura econômica e política) em parte individual (habilidades e potencialidades de cada um)
• Fatos históricos independentes nos atingem como sociedade: crise de 1929 / Crise do petróleo em 1973 / 11 de setembro de 2001.
• Estes fatos prejudicaram os indivíduos e não apenas a sociedade. È possível separar?

A sociedade dos indivíduos

O estudo da Sociologia

Por que estudar a sociedade em que vivemos? Não basta vivê-la?
A sociologia tem como objetivo compreender e explicar as permanências e as transformações que ocorrem nas sociedades humanas e até indicar algumas pistas sobre os rumos destas mudanças.
Os seres humanos buscam nutrir suas necessidades básicas produzindo não só: alimentos, abrigo e vestuário, mas também normas, valores, costumes, propriedades, desigualdades, conflitos, artes e explicações sobre a vida e sobre o mundo. Viver em sociedade é participar desta pro-dução.

Qual o campo específico da sociologia?
Ela quer responder as principais perguntas sobre a sociedade, nos fornecendo conceitos e outras ferramentas para analisar as questões sociais e individuais de um modo mais sistemático e consistente, indo além do senso comum. A sociologia crítica incomoda, pois revela aspectos da sociedade que certos grupos preferem ocultar.
A principal preocupação da sociologia é formar indivíduos autônomos que se transformem em pensadores independentes que analisam a sociedade no cotidiano, preparando-o para que possa fazer suas próprias perguntas alcançando o conhecimento preciso de sua sociedade, estabelecendo as relações entre as vivências cotidianas e suas relações mais amplas.
Seu objetivo é fazer com que as pessoas possam ver e analisar o bosque e as árvores ao mesmo tempo.

A produção social do conhecimento
Todo conhecimento se desenvolve socialmente. As situações históricas de cada tempo produzem as pessoas e seus grupos na sociedade.
Devemos tentar entender como os grupos se organizam para assim, entender como são criadas as instituições sociais, políticas e econômicas que permitem certa estabilidade social.
O “status quo” quer manter a sociedade como ela está. Estes são os que detêm o poder. Mas outros grupos querem mudar a situação existente, pois pensam na sociedade como uma oportunidade, destacando os seus problemas e as possibilidades de mudança. Estes são os subalternos, que lutam para mudar a sociedade.
A sociologia nasceu da necessidade de explicar e entender as transformações que ocorreram no mundo entre os séculos XVIII e XIX, em meio ao desenvolvimento da sociedade capitalista. A mudança de produção, do campo para a cidade, desencadeou grandes transformações no modo de vida dos diferentes grupos sociais.
Ela se iniciou principalmente nos Estados unidos, França e Alemanha, para tornar-se disciplina conhecida mundialmente para ter a função de analisar a sociedade. No Brasil a sociologia está presente nas pesquisas e seus institutos nacionais, em órgãos públicos e privados.